Vale lembrar que essa lista inclui todos os distribuidores de viagens e serviços, portanto pode estar incluído no faturamento locação de veículos, seguro de viagens, pacotes, passeios, hospedagens, ingressos e outros.
Quem inicia o nosso top 10 é o Grupo Maringá, mas antes dele poderiam esta no ranking as agencias: Ancoradouro (R$ 855 milhões), Kontik (R$ 843,2 milhões), Avipam (R$ 683 milhões), Confiança (R$ 550 milhões), Hotel Urbano (R$ 500 milhões) e Skyteam (R$ 500 milhões). *Viajanet e B2W não divulgam faturamento.
Top 10 maiores agencias de viagens do Brasil
10°
Grupo Maringá – R$ 950 milhões
O Grupo Maringá, incluindo Maringá Turismo (48 anos no mercado), Central de eventos e Lemontech, teve um faturamento de R$ 950 milhões em 2013. As empresas formam um trio completo para uma boa experiencia em viagens corporativas, eventos e tecnologia.
9°
Alatur JTB – R$ 1,4 bilhão
A meta de Alatur, que no ano passado assinou joint venture com a japonesa JTB, é chegar a faturamento de R$ 5 bilhões em 2020. Três aquisições estão nos planos de 2014. A empresa está com novos diretores e estrutura, e promete movimentar o noticiário de viagens corporativas nos próximos meses.
8°
Trend Operadora
A Trend lidera com folga o setor de venda de hotéis, inclusive para TMCs de grande porte. Tem investimento em gestão, tecnologia e em um programa para equipar os agentes de viagens com ferramentas que os façam competir com players do mundo on-line.
7°
Esferatur – R$ 1,53 bilhão
A consolidadora deu um grande salto com aquisições e fusões nos últimos dois anos e é uma das lideres em vendas internacionais em todo o pais. Sua força no interior de São Paulo já pode ser sentida em vendas de R$ 300 milhões, fruto da fusão com a Mix Tour.
6°
Carlson Wagonlit Travel – R$ 1,56 bilhão
A tradicional TMC continua na liderança entre as agencias de viagens corporativas. Liderada por André Carvalhal, a CWT é referencia em tecnologia para o setor e processos globais para os gestores de viagens.
5°
Gapnet – R$ 1,8 bilhão
Eles são os fundadores da Tam Viagens e pioneiros na consolidação em temas como nacionalização (junto com a Flytour) e tecnologia. A Gapnet e sua operadora MMTFapnet são duas forças que o mercado acompanha com atenção. O case da MMT, aliás, é único no mercado: a regra geral é que as operadoras de consolidadoras tenha atuação tímida frente aos resultados da empresa mãe. A MMT quebrou essa regra (Mas agora tem a Flytour Viagens no seu encalço – uma briga das boas).
4°
Rextur Advance – R$ 3 bilhões
A fusão entre as duas consolidadoras (Rextur e Advanced) completa dois anos e é um dos case de sucesso na industria do turismo. O passo ousado mostrou-se uma jogada estratégica que pegou os concorrentes quase de calça curta. Enquanto alguns continuam esperneando, outros se mexeram e a própria Rextur Advanced já sinalizou que esta analisando possíveis aquisições. A consolidação de empresas é tendencia e eles saíram na frente.
3°
Grupo Flytour – 4,5 bilhões
Com atuação em viagens corporativas, consolidação aérea, operações, tecnologia e ventos, o Grupo Flytour cresceu 13% em vendas em 2013 e a meta para 2014 é 20%, chegando a R$ 4,8 bilhões. Somente de aéreo a Flytour vendeu R$ 3,2 bilhões. Totalizou 4,8 milhões de transações em 2013.
2°
CVC – R$ 4,45 bilhões
E o que é melhor, um lucro de R$ 151 milhões. Que a CVC era gigante, todo mundo já sabia, mas seu primeiro balanço publico calou a boca de muitos detratores. Do faturamento, cerca de R$ 1 bilhão vêm das agencias de viagens multimarcas. O restante, da rede de lojas CVC – a segunda maior agencia de viagem do Brasil.
Um destaque é o crescimento acelerado da venda on-line, finalmente ganhando atenção da operadora. O ano é de grande expectativa para a CVC, que deve investir na verticalização, adquirindo outras empresas da cadeia fora do ramo de operação, e também na horizontalização, com a incorporação de operadoras menores.
1°
Decolar.com – R$ 5,5 bilhões
O aéreo ainda é maioria na maior OTA da América Latina (60% segundo estimativas). O faturamento acima é estimado, mas a liderança da Decolar parece ser inconteste, já que ela figura no Top 10 de toda empresa aérea do país. E olha que a Decolar.com continua sem emitir American Airlines. Mas vem ampliando seu leque fora das passagens aéreas: tem casas para alugar por temporada, ingressos Disney e Universal, aumentou seu portfólio hoteleiro e até prepara um projeto para trabalhar com o trade.
A maior agencia on-line do Brasil também revelou planos para abrir capital. Uma curiosidade é que um dos investidores na Decolar, o fundo Tiger Global Management, também é sócio na B2W (que é dona, entre outras, da Submarino e Americanas Viagens) e na Hotel Urbano, dois concorrentes da OTA. Coisas do Brasil ou hoje em isso é normal?
